A participação no EIPOS também abriu espaço para novas articulações institucionais. Durante a passagem pelo Paraguai, representantes da UFFS participaram de uma reunião com a direção da Universidad Católica Nuestra Señora de la Asunción – Campus Itapúa. O encontro foi proposto e organizado pelo presidente internacional da Red Cidir e professor da UFFS - Campus Cerro Largo, Edemar Rotta. Segundo Trevisol, “a proposta é fazer com que essas relações se traduzam em iniciativas permanentes de ensino, pesquisa e formação”.
Angelise Fagundes, professora da UFFS - Campus Cerro Largo e coordenadora do Eipos no âmbito da UFFS, destaca que a internacionalização acontece justamente por meio da continuidade dos vínculos construídos entre pesquisadores e instituições. “A internacionalização se faz no dia a dia, por meio de vínculos que se constroem e se fortalecem, de projetos desenvolvidos em parceria e, sobretudo, de muito trabalho conjunto”, afirma.
Ela exemplifica que, no Campus Cerro Largo da UFFS, algumas dessas parcerias já resultam em atividades acadêmicas conjuntas com instituições estrangeiras. Entre elas estão as chamadas classes espelho, nas quais estudantes e professores de universidades diferentes compartilham atividades de ensino. Em novembro, uma experiência será realizada na disciplina de Sintaxe da Língua Espanhola, ministrada por Angelise, em parceria com docentes da Universidad Nacional de Misiones (UNaM), da Argentina. A cooperação também inclui a participação de pesquisadores estrangeiros em eventos da UFFS, como a presença da professora Raquel Alarcón, da UNaM, no CIPROF, além da produção científica compartilhada. “Um dos resultados é o livro Cruzando Fronteiras: os estudos culturais, a sociolinguística e as políticas linguísticas em regiões fronteiriças. Uma nova publicação conjunta deverá ser organizada ao longo de 2027, com previsão de lançamento em 2028”, conta.
Para Angelise, são experiências que mostram que internacionalizar uma universidade significa mais do que promover deslocamentos entre países. “A internacionalização não se resume a atravessar fronteiras geográficas: ela se constrói na continuidade dos encontros, na produção compartilhada de conhecimento, na sala de aula, na pesquisa, na extensão e nas relações que vamos estabelecendo ao longo do tempo. E é justamente essa continuidade, esse compromisso e essa disposição para fazer juntos que têm permitido ao EIPOS consolidar-se como um espaço de internacionalização efetiva, vivida e construída coletivamente”, ressalta.