08/12 - Visita a patrimônios culturais e lugares de memórias no município de Bossoroca, juntamente com uma turma da disciplina de História da Fronteira Sul.
Com a organização e participação em diversos eventos, travando contato com artistas, professores, autoridades locais e regionais, o NEABI ampliou e elevou a proposição de seus debates e estudos no ano de 2025.
Encerramos com um depoimento prestado pela professora Bedati Finokiet:
Durante o ano de 2025, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal da Fronteira Sul (NEABI), campus de Cerro Largo, realizou um trabalho potente e significativo, que só foi possível graças ao esforço coletivo e às parcerias construídas ao longo do caminho. Foram muitas mãos envolvidas, muitas instituições apoiando, pessoas e organizações que acreditam na importância de fortalecer o debate sobre as relações étnico-raciais e sobre as histórias e culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas.
Dentro da universidade, o NEABI tece ambientes de estudos, reflexões e diálogos, criando espaços de formação, escutas e trocas, em prol de uma sociedade antirracista. Cabe salientar que o trabalho do Núcleo vai muito além da universidade, haja vista que se faz presente na comunidade regional, estabelecendo interlocuções com escolas, participando de eventos, promovendo encontros e configurando-se como local de produção de conhecimentos e de resistência.
Ao realizar palestras, rodas de conversa, exibição de filmes, debates, exposições, oficinas e demais atividades, com escolas, busca aproximar distintos públicos — crianças, jovens, adultos e pessoas de diversos contextos sociais. A ideia sempre foi ampliar o diálogo, valorizar a diversidade cultural e contribuir para uma educação comprometida com o respeito e com a valorização das diferenças.
Cada atividade foi pensada e organizada com muito cuidado, carinho e responsabilidade, sempre tendo como base os objetivos que orientam o NEABI desde a sua criação: promover estudos, pesquisas e ações educativas voltadas para a educação das relações étnico-raciais e para o reconhecimento das histórias e culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas.
Por isso, deixamos aqui nosso agradecimento especial a todas e todos que estiveram conosco ao longo de 2025. Às instituições parceiras, aos apoiadores, às escolas, às comunidades, aos convidados e convidadas, e a cada pessoa que participou, prestigiou e ajudou a construir nossos encontros e atividades. O trabalho do NEABI é, acima de tudo, coletivo — e é essa força do encontro que nos motiva a seguir caminhando.